
Teve uma época (e quem viveu sabe) em que o mundo ficou meio mudo. Não porque a música sumiu — mas porque ela ficou sem lugar: sem palco, sem ensaio, sem corredor de escola, sem aquele barulho bom de gente chegando, afinando, conversando, errando junto e acertando junto. A pandemia cortou a presença. E quando a presença corta, a gente descobre duas coisas: o quanto precisava dela… e o quanto dá pra inventar caminho quando não tem caminho.
Foi nesse cenário que nasceu o Cultura Online! Pesquisa e Educação Musical. A ideia não foi “fazer live por fazer live”. A ideia foi mais funda: criar um espaço real (só que virtual) onde música pudesse continuar sendo experiência, aprendizagem, encontro e acervo — com liberdade criativa e acesso gratuito.
E aqui eu começo essa série de posts como quem abre um caderno de memória: pra registrar, com calma e sem burocracia, o que foi o projeto, como ele aconteceu e o que ficou disponível pro público.
O objetivo do projeto era direto e, ao mesmo tempo, grande: estabelecer um “espaço virtual” de instrução, liberdade criativa, fruição, fomento e distribuição — reunindo produções textuais (posts e artigos), audiovisuais (entrevistas) e educacionais (aulas de música), com base na música popular instrumental brasileira (MPIB).
Na prática, isso virou um tripé bem concreto:
Um ambiente virtual (no Classe Musical) pra organizar cursos e acompanhar alunos, com encontros síncronos e conteúdo assíncrono
Oficinas de música, em diferentes níveis e modalidades
Um programa de entrevistas (Musicando Trajetórias) e um blog que ajudou a distribuir e complementar a parte educativa
Esse projeto aconteceu do jeito que dava — totalmente à distância, respeitando as medidas sanitárias e o protocolo de combate à COVID-19. Foi um trabalho remoto de ponta a ponta, porque era isso que a realidade exigia naquele momento.
E isso não é “só um detalhe”. Isso muda a natureza do esforço. Porque fazer cultura com distanciamento não é apenas trocar o palco por uma webcam: é reinventar rotina, comunicação, método, entrega e acompanhamento.
Pra equipe funcionar, os principais meios de comunicação foram WhatsApp e Zoom, justamente porque o projeto precisou operar com rigor de distanciamento.
O projeto começou oficialmente em 14 de abril de 2021.
E a pré-produção — aquelas semanas em que ninguém “vê” muita coisa pronta, mas tudo está sendo montado — foi intensa, acontecendo majoritariamente entre 14/04 e 10/05, com organização de processos, ferramentas e estratégia.
Nesse período, a equipe trabalhou com:
comunicação e alinhamento remoto
reuniões e treinamentos
ajustes e readequações
estruturação do portal e do ambiente virtual
preparação das oficinas e da distribuição de conteúdo
Atividade(s) Complementares
E pra dar conta do volume e do controle do processo, foi criado um Diário de Bordo: um registro em que a equipe anotava tarefas, datas e conclusões, funcionando muito bem na pré-produção.
Esse tipo de coisa parece “bastidor”, mas na real é o que separa dois mundos:
um projeto que acontece “no improviso”
e um projeto que vira método, aprende com a própria execução e deixa rastro verificável.
Reforçando seu compromisso com a transparência e combate à desinformação, o Google apresentou o SynthID Detector, um portal que identifica se um arquivo — seja imagem, vídeo, áudio ou texto — foi gerado por inteligência artificial. Esta nova ferramenta complementa o uso do SynthID, tecnologia de marca d’água invisível que já é integrada automaticamente aos modelos lançados, incluindo Veo 3, Imagen 4 e Lyria 2.
Me chamo Bruno, idealizador desse espaço, músico ativista da arte e da cultura, pesquisador e respansável por este espaço!







Descubra o que pensam os analistas de Projeto quando se deparam com as propostas culturais.









