Do papel pra vida: como a gente montou o projeto inteiro à distância

Se eu tiver que ser bem honesto, o Cultura Online! não começou com aula. Começou com uma sensação: “se a gente não montar uma estrutura de verdade, isso aqui vira só mais uma boa intenção tentando sobreviver na internet.” E naquela altura da pandemia, a internet já estava cheia de boa intenção.

Então o que a gente fez foi o contrário do impulso: em vez de sair publicando qualquer coisa, a gente decidiu organizar. Montar chão. Criar rotina. Definir ferramenta. Treinar gente. Ajustar o que precisasse ajustar. Porque quando o projeto é remoto, não existe “dar um pulo ali e resolver” — tudo precisa ser pensado antes, e comunicado direito, senão o ruído engole o processo.

O projeto teve início em 14 de abril de 2021 e a pré-produção aconteceu majoritariamente entre 14/04 e 10/05, com um pacote de ações que no papel parecem “complementares”, mas na prática foram essenciais: comunicação, diário de bordo, reuniões e treinamentos, readequações e edição de vídeo. 

E tem mais um ponto que define tudo: o projeto foi realizado totalmente à distância, seguindo rigorosamente os protocolos exigidos pela pandemia — distanciamento total.

1) A primeira decisão foi simples: inventar uma “sede” no digital

Todo projeto tem uma sede — mesmo quando não tem endereço. No presencial, a sede pode ser uma sala, um teatro, uma escola, um corredor de bastidor. No remoto, a sede vira um jeito de funcionar.

A nossa “sede” foi construída com duas ferramentas bem diretas: WhatsApp + Zoom.

Não porque isso fosse “o mais tecnológico”, mas porque era o mais realista: era onde a equipe conseguia estar presente, com agilidade, todo dia, do jeito que dava.

Esse foi o primeiro passo pra tirar o projeto do papel: transformar comunicação em rotina.

2) Diário de Bordo: a memória que segurou o projeto no trilho

Logo no início, eu propus um Diário de Bordo: um registro com tarefas, datas e conclusão. Muitas vezes eu mesmo anotava as demandas e pedia pra equipe executar e registrar.

Parece uma coisa pequena — mas foi o tipo de ferramenta que salva um projeto remoto. Porque no remoto, o esquecimento é rápido. E a confusão também.

O diário virou três coisas ao mesmo tempo:

  • Memória do processo (o que foi decidido, quando e por quê)

  • Gestão do andamento (o que está pendente e o que já foi fechado)

  • Transparência interna (todo mundo consegue ver o que está acontecendo)

E isso funcionou muito bem durante a pré-produção.

3) Treinamentos curtos, mas decisivos

Uma coisa que pouca gente imagina é que, no remoto, “dar oficina” não é só dominar conteúdo musical. É dominar forma de entrega.

Por isso, durante a pré-produção, eu ministrei treinamentos rápidos via Zoom com os professores — inclusive sobre como usar recursos do OBS pelo Zoom para melhorar a qualidade (principalmente de áudio) e como agendar aulas na conta corporativa. 

E também teve treinamento voltado à estrutura do portal: inserir botões de entrada do Zoom (shortcodes), customizar cursos, gerir alunos e progresso, criar posts com Elementor e reconhecer as ferramentas do site. 

Esse ponto é importante porque mostra algo que eu aprendi na prática: a pré-produção também é formação. É o momento em que o projeto cria “padrão mínimo” pra experiência do aluno não depender do acaso.

4) O portal como “chão” do projeto

Enquanto isso, por trás das postagens e anúncios, a gente estava montando o que, pra mim, foi uma das partes mais simbólicas: um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) conectado com Zoom e YouTube, dentro do domínio do Classe Musical.

Porque ali o projeto deixava de ser só “conteúdo espalhado” e virava espaço: um lugar onde o aluno entra, encontra a oficina, entende o cronograma, acessa material, acompanha o que perdeu e participa do que consegue participar.

E quando o mundo estava trancado, criar um espaço assim era mais do que organização: era reabrir uma porta.

Classe Musical

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Reforçando seu compromisso com a transparência e combate à desinformação, o Google apresentou o SynthID Detector, um portal que identifica se um arquivo — seja imagem, vídeo, áudio ou texto — foi gerado por inteligência artificial. Esta nova ferramenta complementa o uso do SynthID, tecnologia de marca d’água invisível que já é integrada automaticamente aos modelos lançados, incluindo Veo 3, Imagen 4 e Lyria 2.

Sobre mim

Bem vindo ao Classe Musical

Me chamo Bruno, idealizador desse espaço, músico ativista da arte e da cultura, pesquisador e respansável por este espaço!

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